Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre encerrou a sessão em queda de 1,05%, a US$ 4,2225 a libra-peso, um recuo de 0,68% na semana. Por volta das 15h20 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses baixava 1,07%, a US$ 9.264,00, uma diminuição semanal de 0,78%.
Analistas da Capital Economics observam que as incertezas sobre se a reabertura da China irá de fato impulsionar a demanda promoveram cautela na negociação das commodities em geral, após escalada rápida dos preços no início de janeiro. Segundo a consultoria, os Estados Unidos caminhando para uma recessão e o impulso de reabertura da China apenas no começo formam um quadro divergente e confuso para o futuro dos preços.
“Em última análise, acreditamos que os recentes ralis em muitas commodities podem oscilar nos próximos meses, antes de encontrar uma base mais estável quando a economia dos EUA escolher”, avalia a Capital.
Analistas da Oxford Economics afirmam estarem “céticos de que a China salvará o mundo da recessão”. De acordo com relatório divulgado hoje, o provável aumento da demanda pode não justificar as mudanças nos preços de metais e outras commodities. “Se os metais ultrapassaram a resposta de ‘preço justo’ à reabertura chinesa, novas quedas nos preços das commodities não podem ser descartadas nos próximos meses”, aponta a Oxford.
Nos EUA, dados de gastos com consumo e renda pessoal divulgados hoje sinalizaram para uma recessão “leve” nos Estados Unidos em breve, na visão da Oxford Economics.
Entre outros metais negociados na LME, no começo da tarde, a tonelada do alumínio baixava 0,47%, a US$ 2.628,00; a do chumbo perdia 0,68%, a US$ 2178,00; a do níquel cedia 2,09%, a US$ 28.875,00; a do estanho recuava 5,21%, a US$ 30.850,00; e a do zinco operava em baixa, a US$ 3.444,00.