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Colunista

Na queda de braço da política com o mercado, quem perde é a economia

O momento é de proteger o capital e manter a liquidez para aproveitar possíveis pontos de entrada

Por Fernando Camargo Luiz, gestor da Trópico Investimentos

07/02/2023 | 12:23 Atualização: 07/02/2023 | 12:23

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Cenário de incerteza fiscal preocupa mercado no Lula 3. Foto: André Dusek/Estadão
Cenário de incerteza fiscal preocupa mercado no Lula 3. Foto: André Dusek/Estadão

Desde a sinalização de que ocorreria uma troca de governo, o mercado passou a operar com viés negativo e assim deve se manter por algum tempo até o discurso se estabilizar. Apesar de o Ibovespa ter encerrado janeiro em alta de 3,37%, a falta de unicidade do discurso do novo governo causa mais nervosismo do que tranquilidade na visão dos investidores locais, diante de um cenário agravado pela polarização política e irresponsabilidade fiscal.

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Desta forma, o que tem ocorrido desde a eleição é o realinhamento dos riscos e, portanto, dos preços dos ativos.

A questão mais relevante deste início de governo foi a aprovação de gastos além do teto e sem determinação da origem dos recursos. Além das famílias estarem muito endividadas, precisaremos analisar qual será a solução dada para este incremento de gastos além do teto,como a possiblidade de tributação de lucros e dividendos, fim do JCP e implementação do IVA para impostos federais.

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Estas medidas impactam as empresas e, no caso do JCP, os bancos.

O problema fiscal é simples: se o Estado gasta muito mais que arrecada em impostos, o investidor que o financia tenderá a cobrar um prêmio maior pelo risco e com um prazo menor para receber o dinheiro. Afinal, se existe um potencial problema, melhor receber o dinheiro antes e cobrar mais juros para assumir mais riscos. Desta forma, um Estado que gasta mal requer mais prêmio para se financiar.

No curto prazo, os déficits fiscais têm um efeito importante na economia, aumentam a renda disponível dos consumidores e, portanto, levam a um incremento da demanda e do produto. No longo prazo, o aumento da dívida do governo requer um esforço maior do País em relação aos juros e não necessariamente gera crescimento, a não ser do próprio Estado, que prejudica e desacelera o desenvolvimento nacional, o aumento da renda e a predisposição das empresas a investir.

O custo do alto endividamento público é dado pela taxa de juros. Os elevados déficits do governo mantidos por muitos anos levam ao risco de crises fiscais, com manutenção de altas taxas de juros que provocam déficits ainda maiores.

Fernando Camargo Luiz
Fernando Camargo Luiz, gestor da Trópico Investimentos

Vimos este cenário se concretizar no início do segundo mandato de Dilma. A conta da irresponsabilidade fiscal nos mandatos de Lula e da ex-presidente levaram à crise de 2015. Quem obteve ganho de renda a partir de 2003, viu o poder aquisitivo despencar e voltou à pobreza. A destruição de riqueza gerou a pior retração econômica da história do Brasil desde 1900.

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Para se ter uma ideia, desde 1901, houve 8 ocasiões em que o PIB brasileiro teve queda real acima de 1% em relação ao período anterior: 1908, 1914, 1918, 1930, 1942, 1981, 1990 e 2015. Em alguns desses casos, a recessão se prolongou por mais de um ano, não necessariamente consecutivos, como na crise de 29 e na moratória dos anos 1980.

Outra questão que teremos que observar é o descompasso entre as políticas fiscal e monetária, uma estimulativa e outra restritiva, que pode criar problemas para um BC independente. Lula sinaliza uma queda de braço com o Bacen, porém, ainda é cedo para concluirmos algo.

Como sabemos, a política de metas de inflação não coíbe um governo fiscalmente irresponsável, mas a expansão dos gastos leva a uma taxa de juros mais elevada. Juros altos inibem o capital produtivo. Por isso, enquanto o discurso do governo for difuso, investidores irão se proteger.

Apesar de já encontrarmos empresas precificadas como se fosse haver uma hecatombe no mercado nos próximos anos, ainda é cedo para confirmar que o “mercado de ações está barato”. Sem uma política pró-empresas e negócios, um governo que indique um caminho responsável fiscalmente e uma equipe qualificada para implementar um plano crível, os juros continuarão altos e a situação das empresas continuará se deteriorando com aumento de despesa financeira, queda nos lucros e aumento do preço de insumos.

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Este é o motivo de não estarmos otimistas com relação à renda variável. Não projetamos um bom ano para o Ibovespa, mas é preciso ponderar que nem todos os papéis são impactados negativamente e é preciso observar setor a setor.

A melhor recomendação no momento é que os investidores aguardem mais definições sobre os próximos anos e, enquanto isto, destinem uma maior parte do seu patrimônio para fundos multimercados de baixo risco. Tais fundos oferecem liquidez D+2, não incorrem em risco de crédito privado e dão rentabilidade acima do CDI. O momento é de proteger o capital e manter a liquidez para aproveitar possíveis pontos de entrada.

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