A equipe de crédito da empresa com US$ 287 bilhões em ativos sob gestão monitora três indicadores: peso da dívida, acesso aos mercados de capitais e fluxo de caixa e ganhos. Todos ficaram no nível de risco vermelho no último trimestre de 2022. A análise indica que, apesar de a economia já ter superado o pico da inflação, esse recuo acontece “tarde demais” para evitar uma deterioração dos fundamentos de crédito das empresas privadas – motivo que mantém a Janus Henderson cautelosa com esse tipo de investimento.
O Monitor de Risco de Crédito conclui que, embora o crédito norte-americano esteja produzindo retornos positivos, a deterioração dos fundamentos sinaliza cautela para os investidores. Na visão da Janus Henderson, o crescimento dos ganhos das empresas deve enfraquecer com os custos de energia e insumos impactando o fluxo de caixa. No paralelo, as tendências de liquidez do mercado estão “desaparecendo rapidamente”, enquanto a dívida está por todo lugar.
“Com o recuo da inflação, as taxas reais vão subir e a incapacidade de tomar empréstimos a níveis fortemente subsidiados de taxas reais piorará as perspectivas de inadimplência”, destaca Jim Cielinski, diretor global de renda fixa da Janus Henderson Investors. “Portanto, ainda pensamos que o ciclo está se deteriorando.”