Após uma reação mais nervosa, o movimento nas bolsas europeias e futuros de NY era de queda mais moderada, sendo que o índice futuro do Nasdaq passou a subir. As bolsas da Ásia e do Pacifico fecharam majoritariamente em baixa.
Pesa ainda no sentimento do investidor o aumento de casos do coronavírus em território americano e outros países, como Austrália, Japão e Hong Kong. O presidente dos EUA disse ontem inclusive que a pandemia no pais provavelmente “ficará pior antes de melhorar”.
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo operam em baixa, após subirem mais de 2% ontem, reagindo ao agravamento das tensões sino-americanas.
No Brasil, os mercados começam o dia com a notícia da aprovação ontem à noite na Câmara, em 2º turno, da proposta de Emenda à constituição que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica, principal mecanismo de financiamento da educação básica no país. Foram 492 votos a favor e 6 votos contra.
Com as mudanças na PEC, mais de 17 milhões de alunos serão beneficiados e o governo federal passa a responder por 23% do total de recursos, que vão aumentar gradativamente durante seis anos. O texto agora segue para o Senado.
Nos mercados locais, o Ibovespa pode seguir o tom negativo dos pares internacionais e o investidor deve também digerir os dados de produção da Petrobras no 2T20.
Já o real, que ontem teve o melhor desempenho no mercado global, hoje pode ficar pressionado ante o dólar, a exemplo de outras moedas de países emergentes, em meio ao ambiente de maior cautela.
Agenda econômica 22/07
Brasil: O destaque local é a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em live no fim da manhã, às 11hrs. Em termos de balanços corporativos, a WEG divulga seus números do 2T20 hoje, antes da abertura do mercado.
EUA: São esperados os dados de vendas de moradias usadas em junho, às 11h; o relatório semanal de estoques de petróleo e derivados às 11h30 e os resultados trimestrais da Whirlpool e da Microsoft, depois do fechamento dos negócios.
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