No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos subia a 4,661%, o da T-note de 10 anos avançava a 3,856%, e do T-bond de 30 anos tinha alta a 3,915%.
De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o PPI subiu 0,7% em janeiro ante dezembro, superando a expectativa de alta de 0,4%. Já o núcleo, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,6% na comparação mensal, também acima do consenso do mercado, de alta de 0,3%. De acordo com a Stifel Economics, está claro que o Fed tem muito mais trabalho a fazer. “É muito provável que pelo menos alguns no Fed estejam lamentando a decisão de aumentar taxas “apenas” 25 pontos-base em 1º de fevereiro”, destaca. Para a Oxford Economics, o PPI é uma notícia indesejável para o Fed e reforça a visão de que é necessário mais aperto nas políticas para domar a inflação.
Monitoramento do CME Group mostra que as expectativas do mercado de que o BC americano aumente os juros em 50 pontos-base (pb) na próxima reunião, em março, aumentou de 12,2%, registrados ontem, a 18,1%. A alta em 25 pb segue majoritária, com 81,9%.
O analista da Oanda Edward Moya destaca que os comentários da presidente da distrital do BC americano em Cleveland, Loretta Mester, impulsionou os rendimentos após ela dizer que viu um caso “convincente” para um aumento de 0,50 porcentual na última reunião. Mester destacou também que é preciso trazer a taxa para acima de 5% e mantê-la lá por um tempo. Já James Bullard, da distrital de St. Louis, comentou que não descarta apoiar um aumento de juros em 50 pontos-base em março e defendeu subir os juros básicos americanos para 5,375% o mais rápido possível.