O relatório oficial de emprego norte-americano apontou para criação de 311 mil postos de trabalho em fevereiro, acima da expectativa de 220 mil vagas, colocando mais pressão sobre o FED na sua luta contra a inflação.
Essa preocupação em relação até onde os juros terão que subir fica ainda mais latente em um contexto onde os primeiros sinais de impacto sobre o setor financeiro americano começam a aparecer. Neste ambiente pouco propenso à tomada de risco, bolsas europeias e americanas recuaram na sessão. No Brasil, o clima no exterior voltou a pressionar o Ibovespa, que encerrou o dia em queda de 1,38%, aos 103.618 pontos e giro financeiro de R$ 29 bilhões.
Na semana, a bolsa acumulou perdas de 0,24%. No câmbio, a expectativa de novos aumentos de juros nos EUA levou ao fortalecimento do dólar, que encerrou em alta de 1,30%, aos R$ 5,21. Por fim, investidores locais ainda avaliaram o resultado do IPCA, que voltou a acelerar em fevereiro, com
alta de 0,84%, pouco acima da mediada projetada, sendo ainda um obstáculo à queda de juros no Brasil.