Confira as ações que mais se valorizaram nesta sexta-feira (24)
O cenário externo continuou desafiador, com continuidade na crise dos bancos. Lá fora, a semana se iniciou com a compra do Credit Suisse pelo UBS, uma operação resgate arquitetada junto ao banco central suíço para evitar que uma das maiores instituições financeiras do país fechasse as portas. Um movimento que gerou volatilidade nas bolsas globais nos primeiros pregões da semana.
Mas o grande destaque da semana foi mais uma “super quarta”, dia em que coincidem as reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto o Federal Reserve, o banco central dos EUA, elevou a taxa de juros do país em 25 pontos-base, sem grandes surpresas.
Por aqui, no entanto, o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu – não em optar pela manutenção da Selic em 13,75% ao ano, o que era consenso, mas com o tom do o cenário de um novo aumento no percentual na taxa de juros do País, contrariando as expectativas do mercado que já especulava os primeiros cortes ainda neste ano.
“Esse não é um movimento normal que a gente costuma ver no documento, significa que o mercado já precifica uma piora, com uma maior deterioração da inflação no longo prazo”, destaca Luiz Felipe Bazzo, CEO do transferbank. “Esse cenário somado à incerteza acerca do novo arcabouço fiscal e a crise bancária internacional, gera um clima de tensão para investidores, que devem buscar apostar em mercados mais consolidados.”
O tom mais negativo do Copom fez a bolsa brasileira ceder 2,29% na quinta-feira (23), de volta aos 97 mil pontos, no menor patamar de encerramento desde 18 de julho de 2022. Os pregões da segunda (20) e da quarta-feira (22) também foram negativos, dias em que o Ibovespa caiu 1,04% e 0,77%, respectivamente.
Na terça (21) e na sexta-feira (24), o índice subiu 0,07% e 0,92%, respectivamente.
O dólar cedeu 0,37% frente ao real, encerrando a semana cotado a R$ 5,25. Já o euro subiu 0,71%, passando para R$ 5,65.
As três ações que mais valorizaram na semana foram Cielo (CIEL3), Energisa (ENGI11) e BB Seguridade (BBSE3). Veja também os papéis que mais caíram no período.
Confira o que influenciou o desempenho dos ativos:
Cielo (CIEL3): +3,48%, R$ 5,06
Em uma semana de ganhos contidos no Ibovespa, a alta de 3,48% nos papéis da Cielo foi suficientes para colocar os ativos na ponta positiva do índice, cotados a R$ 5,06.
As ações sobem 5,42% no mês. No ano, caem 3,44%.
Energisa (ENGI11): +2,16%, R$ 37,39
As ações da Energisa encerraram a semana cotadas a R$ 37,39, com alta de 2,16%.
A ENGI11 cai 1,22% no mês e 13,55% no ano.
BB Seguridade (BBSE3): +2,00%, R$ 33,07
As ações do BB Seguridade foram beneficiadas pela perspectiva de juros mais altos, encerrando a semana com alta de 2,00% a R$ 33,07.
No mês, a BBSE3 cai 3,33%. No ano, tem alta de 3,38%.
*Com Estadão Conteúdo