No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos tinha baixa a 3,775%, o da T-note de 10 anos recuava a 3,379% e o do T-bond de 30 anos caía a 3,643%.
A piora da percepção de risco sobre o banco alemão pressionou ações do setor financeiro em geral, dos dois lados do Atlântico. Nas bolsas, o quadro foi mais negativo na Europa, com maior volatilidade em Nova York, mas o contexto de cautela apoiou a compra de Treasuries. À tarde o clima de cautela diminuiu, mas ainda assim os retornos dos bônus americanos caíram no dia.
Além disso, a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seguia como foco importante. Entre os dirigentes, Raphael Bostic (Atlanta) considerou que há “sinais claros de solidez” no setor bancário, o que permitiu ao BC dos EUA manter o foco no combate à inflação, com alta nos juros nesta semana. Já James Bullard (St. Louis) afirmou que o estresse financeiro pode ser preocupante, mas lembrou que isso também ajuda a reduzir o nível dos juros. Tom Barkin (Richmond), por sua vez, ressaltou a inflação “ainda muito elevada” como o inimigo número 1 no momento, por isso a necessidade de elevar os juros em 25 pontos-base na quarta-feira.
Já para a próxima reunião do Fed, o monitoramento do CME Group mostrava aumento na chance de manutenção da política monetária. No fim da tarde, essa chance estava em 90,1% (de 72,6% ontem), com 9,9% de possibilidade de alta de 25 pontos-base (de 27,4% ontem).