O principal evento de impacto foi a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de cortar a produção em 1,66 milhão de barris diários (bpd) a partir de maio. Por conta disso, as ações de empresas do setor subiram em bloco.
Para o economista e sócio da Nomos, Alexsandro Nishimura, a sessão negativa foi conduzida pelos temores de uma desaceleração da economia global. “(houve) o entendimento inicial de que o corte da produção de petróleo poderia gerar mais inflação. A expectativa se dissipou após a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA”, explica Nishimura sobre o indicador que ajudou a afastar a expectativa de aumento da inflação.
O dólar e o euro subiram 0,05% e 0,62% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 5,07 e R$ 5,53, respectivamente. Em Nova York, o S&P 500, Dow Jones encerraram com altas de 0,37%, 0,98%, enquanto o Nasdaq encerrou com baixa de 0,27%.
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Lojas Renner (LREN3), Hapvida (HAPV3) e Marfrig (MRFG3).
Confira o que influenciou o desempenho dos ativos:
Lojas Renner (LREN3): -7%, R$ 15,41
As ações da Lojas Renner (LREN3) tiveram desvalorização de 7%, aos R$ 15,41, liderando a queda em bloco das varejistas.
A LREN3 está em queda de 7% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 24,09%.
Hapvida (HAPV3): -6,87%, R$ 2,44
As ações da Hapvida (HAPV3) iniciaram o mês com desvalorização diária de 6,87%, aos R$ 2,44. O papel segue volátil em razão das incertezas sobre o futuro da empresa, apesar da notícia dada na última semana sobre a injeção de R$ 1,25 bilhão em seu caixa.
A HAPV3 está em queda de 6,87% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 51,97%.
Marfrig (MRFG3): -6,33%, R$ 6,22
Os papéis da Marfrig (MRFG3) recuaram 6,33%, encerrando aos R$ 6,22.
A MRFG3 está em queda de 6,33% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 28,51%.