As atenções do mercado estarão em Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), que ontem comparou a taxa básica de juros, a Selic, a uma dosagem de antibiótico e disse que ainda não é hora de reduzir os juros no Brasil, embora o mercado precifique chances de início do ciclo de afrouxamento monetário para junho.
Em seu primeiro discurso na China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o combate à pobreza e afirmou que o Brasil “está de volta” ao cenário internacional após uma “inexplicável” ausência.
Os sinais são mistos nas bolsas internacionais, com a maioria dos mercados europeus em baixa e os futuros de Nova York em alta após terem caído ontem em reação à ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Na Europa, o sinal negativo prevalece após uma sequência de ganhos recentes na região, apesar de produção industrial da zona do euro ter subido 1,5% em fevereiro ante janeiro, superando as expectativas de analistas de 0,6.
Agenda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm uma série de compromissos em Xangai (06h30, 07h30 e 10h). O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, segue em Washington, onde tem compromissos do G20 e reuniões do Fundo Monetário Internacional (10h30, 13h30, 14h30, 20h). No Brasil, a agenda mais enxuta traz leilão de prefixados do Tesouro (11h).
A agenda desta quinta-feira (13) traz a divulgação do índice de preços ao produtor dos Estados Unidos (PPI) referente a março (09h30). A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) publica relatório mensal.