Em paralelo, novos dados de varejo na maior economia do mundo, cujas estimativas apontam para queda, podem reforçar a visão de parte do mercado de que o aperto monetário pode estar se aproximando do fim – um alento para os ativos de riscos e uma sinalização de que a sessão pode ser mais volátil. Nesse ambiente, o dólar amplia a queda frente a moedas rivais, o petróleo recuperou parte das perdas de mais cedo e passou a subir, enquanto os preços futuros do minério de ferro tiveram nova queda em Dalian, dessa vez de 0,84%, cotados ao equivalente à US$ 112,14 por tonelada.
Após a realização de lucros ontem, a sinalização de assinatura de, pelo menos, 15 acordos bilaterais entre Brasil e China deve voltar a animar os investidores locais hoje – de fato, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, subia mais de 1% no pré-mercado. É bem verdade que os investidores ainda aguardam a apresentação do arcabouço fiscal ao Congresso, o que deve limitar uma reação mais forte e sustentada dos ativos de risco em nosso mercado.
Agenda econômica – 14/04
Brasil: Está programado apenas o volume de serviços em janeiro (9h), cuja mediana do mercado aponta para um recuo de 1,4% na margem, após alta de 3,1% em dezembro. Entre os eventos, o Banco Central faz leilão de até 16.000 contratos de swap cambial, equivalentes a US$ 800 milhões (11h30), iniciando a rolagem dos vencimentos do mês de junho.
EUA: Destaque para os resultados das vendas no varejo (9h30) e da produção industrial (10h15) em março, além da prévia de abril do sentimento do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan (11h). O diretor do Fed, Christopher Waller discursa sobre cenário econômico (9h45). JP Morgan, Citi e Wells Fargo divulgam balanços do primeiro trimestre de 2023, antes da abertura dos mercados.