Em Milão, o FTSE MIB teve a maior alta dentre as principais bolsas, avançando 0,69%, a 27.891,43 pontos, e as empresas setor bancário foram responsáveis pelos sete maiores avanços do dia, incluindo Bper Banca 4,xx%. O Deutsche Bank subiu 2,07% em Frankfurt, e ajudou o DAX a ter uma alta de 0,49%, a 15.882,67 pontos. Société Générale (+2,21%) e BNP Paribas (+2,10%) avançaram, dando fôlego ao CAC 40 em Paris, que subiu 0,47%, aos 7.533,63 pontos. Em Madri, Caixabank (+2,24%) e BBVA (+2,23%) foram alguns dos bancos que deram apoio para o ganho de 0,41% do Ibex 35, aos 9.416,80 pontos. Em Londres, o setor financeiro não teve um desempenho positivo como em outras bolsas, mas empresas de mineração, como a Glencore, que subiu 1,85%, deram apoio ao FTSE 100, que ganhou 0,38%, aos 7.909,44. Em Lisboa, o psi 20 teve leve alta, de 0,09%, aos 6.198,61 pontos. Como resultado geral, o Stoxx 600 avançou 0,35%, aos 468,49 pontos.
Visando os balanços na Europa, o Julius Baer espera que o Stoxx 50, com as 50 maiores empresas da região, registre um crescimento ligeiramente positivo nos lucros do primeiro trimestre (+1,0%). Em comparação com os EUA, onde os ganhos do quarto trimestre de 2021 e do primeiro trimestre de 2022 foram relativamente fortes, os ganhos na Europa durante esses trimestres foram notavelmente mais baixos, lembra o banco. “O foco dos investidores estará mais no forward guidance, particularmente em como o recente aperto nas condições de crédito afetará o fundamentos das empresas”, destaca.
Historicamente, as condições de crédito têm influenciado o crescimento da receita com um atraso de dois trimestres, indica o Julius Baer. “Olhando além do primeiro trimestre, as estimativas de consenso atuais ainda apontam para uma recuperação no crescimento dos lucros e nas margens de lucro a partir do terceiro trimestre”, projeta.
Já na China, no primeiro trimestre de 2023, o PIB teve expansão anual de 4,5%, superando o consenso de analistas (alta de 4%) e ganhando força em relação ao acréscimo de 2,9% dos últimos três meses do ano passado. A melhora veio após a reversão da severa política de “covid zero” de Pequim. Outros dados chineses mostraram robusto avanço no varejo, mas desempenho aquém do esperado na indústria.