O dólar e o petróleo também caem, revertendo parte dos ganhos da sessão anterior, refletindo o fortalecimento do euro, as preocupações com a disseminação do Coronavirus pelo mundo, as tensões entre EUA e China e o aumento da produção da commodity pela OPEP+ a partir deste mês. Este ambiente pode deixar o mercado local na defensiva no dia de hoje. Além disso, hoje começa a reunião do Copom.
A aposta de corte na Selic na magnitude de 0,25 p.p. parece estar bem consolidada. Em termos de agenda, destaque para a divulgação da produção industrial de junho. Para este indicador, o mercado projeta alta de 7,8% na variação mensal e queda de 18,15% no 2T20, o maior tombo trimestral da história do indicador.
Na bolsa, as ações de bancos ficam no radar, após a divulgação do resultado do Banco Itaú no 2T20. Já o Banco do Brasil continua sem titular. A formalização do nome do seu novo presidente pode se estender por mais uma semana.
Em relação a reforma tributária, a novidade é que Guedes apresentou a Bolsonaro um plano para tentar diminuir as resistências no
Congresso à criação de novo imposto sobre transações eletrônicas – no mesmo modelo da extinta CPMF, mas com alcance maior.
Como contrapartida a um apoio, a ideia da equipe econômica é reduzir de 20% para 10% o peso efetivo da contribuição à previdência que as empresas pagam sobre os salários dos funcionários.
Agenda econômica 04/08
Brasil: A agenda desta terça-feira traz a divulgação da produção industrial de junho às 9hrs. São previstos ainda as vendas de veículos de julho, informadas pela Fenabrave. Além disso, tem início hoje a reunião do Copom.
EUA: Destaque para as encomendas à indústria de junho às 11h e estoques API de petróleo às 17h30.
China: Será divulgado o PMI composto às 22h45.
Nossos editores indicam este conteúdo para você investir cada vez melhor:
‘Até o investidor superconservador terá de mexer no portfólio’, diz Kairós Capital