O trio de economistas aponta que a conclusão sugere que “o custo de arbitragem permanece suficientemente alto” – potencialmente pelo custo de informação, ou seja, os esforços que as pessoas precisariam fazer para obter informações sobre os preços – para desencorajar muitos consumidores de explorar essas diferenças de preços.
O boletim destaca, portanto, que as fronteiras nacionais “ainda importam” nessa questão dos preços. Para Messner, Rumler e Strasser, a discriminação de preços geográfica é um “legado” das fronteiras econômicas do país. O efeito disso está “perdendo força, mas apenas lentamente”.
Outro ponto analisado é que, mesmo que um eventual “preço único” na região não se concretize, permanece verdadeiro o fato de que as taxas de inflação são comparáveis dos dois lados da fronteira, caso analisadas duas nações do bloco. Choques comuns de custos movem os preços nos dois países na mesma direção, diz o texto. Com isso, o chamado “efeito fronteira” em si não deve afetar a transmissão da política monetária, segundo os economistas autores do boletim.