Os mercados analisam também as últimas evidências sobre economia e a evolução das tensões bancárias para balizar as expectativas na véspera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). As apostas seguem por enquanto majoritárias (85%) para uma nova alta de 0,25pp, porém houve recuo na última hora, que coincidiu com a divulgação de dois indicadores macroeconômicos nos EUA: o relatório Jolts, que indicou a menor abertura de postos de trabalho nos EUA desde abril de 2021, e as encomendas à indústria, que avançaram em ritmo mais fraco que o esperado.
Em meio à deterioração generalizada no sentimento de risco nos mercados internacionais, o petróleo Brent, em torno as 13h20, apresentava forte queda de 4,46%, cotado a US$ 75,77 o barril, enquanto nesta madrugada o contrato futuro mais negociado do minério de ferro, na Dalian Commodity Exchange da China, caiu 0,97%, cotado a US$ 103,31 a tonelada.
No Brasil, as preocupações recaem principalmente sobre os setores que possuem mais peso no Ibovespa, ou seja, bancos e commodities. O índice recuava 2,35% aos 101.983 pontos, com o dólar voltando a operar em alta frente ao real, de 1,13%, cotado a R$ 5,04. Já nos juros futuros o movimento é de leve queda nos vértices da curva a termo, acompanhando a baixa dos rendimentos dos Treasuries.