No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 135,05 ienes, o euro subia a US$ 1,1054 e a libra tinha avanço a US$ 1,2552. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou queda de 0,60%, a 101,343 pontos.
Para o analista da Oanda Edward Moya, o dólar está sendo esmagado, pois o fim do ciclo de aperto do Fed é provável. “As moedas dos mercados emergentes terá uma boa corrida aqui, pois o diferencial da taxa de juros deve permanecer amplamente a seu favor”, aponta. O peso mexicano subiu para os níveis mais altos desde 2017. O dólar passou de 17,9875 pesos na tarde de ontem para 17,9321 hoje. Enquanto isso, o euro está tendo uma boa recuperação à medida que o foco muda para o BCE e sua batalha mais dura contra a inflação, indica Moya.
A taxa de desemprego da zona do euro caiu para 6,5% em março, atingindo mínima recorde, e ficando abaixo da expectativa de analistas. A grande maioria dos dirigentes do BCE tem sinalizado que mais aperto monetáio está por vir nesta semana, mas entre os analistas não há consenso sobre se ele será de 25 ou 50 pontos-base (pb), em contexto de inflação ainda persistente.
Nos EUA, Powell, afirmou que a instituição poderá apertar mais a política monetária, caso necessário. Segundo ele, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) não tomou uma decisão sobre eventual pausa na campanha de alta de juros hoje. A ferramenta de monitoramento do CME Group mostrava há pouco 77,7% de chance de manutenção da política monetária na próxima decisão do Fed, em 14 de junho. Há ainda 16,5% de possibilidade de alta de 25 pontos-base, além de 5,8% de corte de 25 pontos-base.