Uma trégua na alta de preços – o índice oficial sai na sexta-feira – já é em boa medida esperada pelo mercado, porém essa aposta ganhou força após afirmação da ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Nesta manhã, ela disse que “teremos surpresa com inflação, que virá um pouco menor”. A fala foi baseada em projeções, segundo uma fonte próxima à ministra. Também a ata do Copom falou de expectativa de queda relevante do IPCA, em 12 meses, no segundo trimestre, por efeito base.
No entanto, deixou de sinalizar uma redução da Selic no curto prazo. Analistas e investidores viram, aliás, indicações de um tom conservador, o que deu viés de alta aos juros negociados no mercado futuro. Já o dólar começa a tarde em baixa frente o real, pressionado por ingressos de fluxo cambial no mercado local atraído pela percepção de que a Selic permanecerá alta em 13,75% ao ano por um bom tempo ainda, e assegura a atratividade do diferencial de juro interno e externo.
Mas a valorização da moeda americana frente pares rivais e divisas emergentes no exterior limita as perdas ante o real. O movimento das moedas reflete a inesperada queda das importações da China em abril. A notícia, somada à turbulência envolvendo os bancos regionais americanos, afastou os investidores das bolsas de Nova York, que caem, junto com petróleo e o cobre.
Às 12h53, o Ibovespa era negociado aos 107.195,78 pontos, em alta de 1,02%. O dólar à vista recuava 0,48%, a R$ 4,9875. Na renda fixa, o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 11,73%, de 11,66% no ajuste anterior.