Os mercados internacionais operam levemente negativos tanto na Europa quanto nos futuros de Nova York. Além das preocupações que seguem na mesa (leia-se risco de recessão global, e instabilidade no setor bancário norte-americano), as atenções hoje estão voltadas para o dado de inflação ao consumidor (CPI) de abril nos Estados Unidos e na cautela oriunda do impasse nas negociações para elevação do teto da dívida americana.
Na Alemanha, mais cedo, o CPI de abril mostrou desaceleração frente ao mês de março, em linha com às expectativas. Apesar da boa notícia, o indicador ainda está bem acima da meta e, consequentemente, não foi suficiente para mudar o rumo dos negócios.
Em outros mercados, a sessão é de queda próxima a 1% para os contratos futuros de petróleo, enquanto o dólar, medido pelo índice DXY – que compara a divisa americana a outras moedas fortes –, apresenta leve fortalecimento frente aos pares, evidenciando o clima de maior aversão ao risco.
Agenda econômica
Brasil: Às 9h são aguardados os dados de produção industrial do mês de março, com a mediana das expectativas apontando para um avanço de 1% ante recuo de 0,2% em fevereiro. O dia também reserva o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2022, seguido de entrevista coletiva do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Paulo Souza.
Outro diretor do BC, Renato Dias de Brito Gomes, fará participação em dois eventos em Londres durante o dia, enquanto o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, recém indicado para o BC, dará entrevista durante à tarde.
EUA: A principal agenda do dia fica com a inflação ao consumidor (CPI) de abril, com expectativa de avanço de 0,4% ante março, o que manteria a inflação de 12 meses em 5%. Por lá também são aguardados os estoques de petróleo às 11h30.
Europa: Na Alemanha o CPI deabril subiu 0,4% em abril ante março e atingiu 7,2% na comparação anual, desacelerando dos 7,4% observados em março. O indicador veio em linha com as projeções. Já no Reino Unido, a dirigente do Banco da Inglaterra (BoE), Carolyn Wilkins fará discurso durante à tarde.