Ontem, data do anúncio, o valor em aberto em aluguéis de Petrobras PN superou R$ 10,45 bilhões, o maior desde 7 de novembro de 2022, quando o montante ultrapassou R$ 11,1 bilhões, patamar mais alto da série histórica, iniciada em 2014, e em meio à volatilidade do período pós-eleições.
“Agora vimos, no dia 12, o volume financeiro subir quase 11%. Levando em consideração o cenário atual,
nós podemos atribuir este volume a uma especulação de mercado, especialmente em relação à política de
preços da Petrobras”, comentou Arlindo Souza, analista de Ações da plataforma TC.
Ele lembra que alguma mudança já era esperada e as expectativas em torno do tema foram se avolumando. “Eu acredito que o mercado elevou o volume de ‘shorts’ para surfar um movimento de queda [da ação], o que não aconteceu”, ressaltou. As mudanças anunciadas pela Petrobras foram consideradas mais brandas do que se imaginava e o papel PN teve valorização de 2,49% ontem.
“O mercado, ao que tudo indica, recebeu até bem a nova política de preços”, observou Souza. “É
importante ver nos próximos dias se este volume vai se manter, se de fato o mercado vai manter a aposta na queda do papel, já que o volume financeiro é bem alto, ou se vai começar a cair”, concluiu.
Petrobras PN fechou esta quarta-feira em queda de 2,43%.