O balanço referente ao primeiro trimestre deste ano também não foi nada animador. A companhia reportou uma perda líquida de R$ 149 milhões, como mostramos nesta reportagem, nos primeiros três meses do ano. Era de se esperar que a onda de notícias negativas em torno das Lojas Marisa atingisse em cheio outras classes de ativos expostos à companhia.
O fundo KNRI11 é um deles. No entanto, o ativo segue com um retorno acima do Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) no acumulado deste ano. Segundo dados da Economatica, o FII KNRI11 apresentou de janeiro até o pregão desta quarta-feira (17) um retorno de 13,75%, enquanto o IFIX entregou uma valorização de 4,29%. Ou seja, o produto conseguiu entregar uma rentabilidade de 9,47 pontos porcentuais acima do principal índice da B3 para esta classe de ativos.
Ao comparar com o Ibovespa, o desempenho foi ainda melhor. Durante o mesmo período, o IBOV acumulou uma queda de 0,25%. Já em termos de remuneração ao acionista, o fundo pagou em dividendos por cada cota R$ 10,99 nos últimos 12 meses, o que equivale a um dividend yield (retorno sobre dividendos) de 8,39%. “A exposição do fundo (em Marisa) é de 4% da sua receita. Então, essa diversificação do FII mais que compensou esse cenário de Marisa (AMAR3)”, afirma Felipe Paletta, sócio e analista da Monett.
Veja a rentabilidade do FII KNRI11 em 2023
| Ativo |
2022 |
2023* |
| FII KNRI 11 |
6,40% |
13,75% |
| Ibovespa |
4,69% |
-0,25% |
| IFIX |
2,22% |
4,29% |
| CDI |
12,39% |
4,84% |
| Fonte: Economatica/Retorno de janeiro até 17.05.2023 |
O fundo imobiliário BVAR11 também está posicionado em lojas Marisa. No entanto, ao contrário do KRNI11, é um produto de pouca liquidez e com baixa relevância no mercado. Segundo a Economatica, o último negócio (compra e venda de cotas) realizado no fundo aconteceu em 2016. Por isso, os dados compilados se resumiram apenas ao KNRI11.