No fim desta tarde, o retorno da T-note de 2 anos subia a 4,521%, o da T-note de 10 anos avançava a 3,812% e o do T-bond de 30 anos tinha alta a 3,990%.
Os retornos já avançavam no início da manhã e aceleraram depois da publicação, às 9h30, de indicadores econômicos dos EUA, incluindo o PIB do primeiro trimestre revisado para cima e inflação PCE, além dos pedidos de auxílio-desemprego em alta menor que a esperada.
O cenário aponta uma resiliência da maior economia do planeta, que pode retardar o arrefecimento dos preços e leva investidores a precificarem juros restritivos por mais tempo. À tarde, as chances de o Fed subir juros em 25 pontos-base em junho se tornaram majoritária, conforme monitoramento do CME Group. A ferramenta também mostrou redução na probabilidade de cortes de juros ao longo deste ano.
“A semana passada foi dominada pelas discussões sobre o teto da dívida, e a angústia até agora foi insuficiente para deter o preço dos aumentos de juros em andamento”, avalia o BMO Capital Markets.
Os juros dos Treasuries chegaram a reduzir ganhos após o Tesouro dos Estados Unidos informar resultado de um leilão de T-notes de 7 anos com demanda acima da média recente, mas voltaram a subir na sequência.
A declaração do presidente americano Joe Biden de que está havendo progresso nas negociações com os republicanos sobre o limite da dívida não arrefeceu a alta nos retornos dos títulos públicos.
O analista da Oanda Edward Moya ponderou, em relatório publicado hoje, que o dólar eventualmente acabará sendo afetado negativamente caso os rendimentos dos Treasuries de curto prazo continuem subindo.