A princípio, a julgar o número de maneira individual, a percepção é de que o banco central norte-americano poderia seguir sua condução de política monetária tendo de elevar a taxa básica de juros. Entretanto, a empolgação do mercado refletiu a leitura da taxa de desemprego, que subiu de 3,4% para 3,7%, acima da expectativa de 3,5%.
Além disso, em termos de avanço da média salarial por hora trabalhada, o número veio em linha com o esperado. Com a leitura, as apostas hoje indicam manutenção dos juros por parte do Fed na decisão em meados de junho. O comportamento na curva futura de juros por lá, mostrou ajustes para baixo, indicando que o mercado espera não somente a pausa do Fed nesta reunião, mas também um início de corte em breve.
Por aqui, o bom humor externo se somou ao indicador de produção industrial. O dado de atividade
mostrou queda além do esperado, com recuo de 1% ante expectativa de contração de 0,3% em abril. Com
o declínio acentuado, o entendimento é que este pode contribuir para que o banco central possa iniciar o
corte da Selic em breve.
Na curva de juros, entretanto, o comportamento foi misto, com ajustes para cima nos vértices mais curtos e queda nos longos. Na bolsa, destaque para as siderúrgicas e mineradoras, em meio a mais uma sessão positiva do minério de ferro na madrugada. O petróleo também deu sequência a alta da véspera, e esta soma de fatores impulsionou o Ibovespa mais uma vez, de forma que o índice avançou 1,80%, cotado aos 112.558 pontos, com giro financeiro de R$ 28 bilhões.
Com o maior apetite ao risco, o dólar voltou a ceder frente ao real na sessão de hoje e encerrou cotado aos R$ 4,95 com queda de 1,07%. Para a próxima semana, que será mais curta em virtude de feriado na quinta-feira, o destaque da agenda local fica por conta do IPCA de maio.