Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para agosto fechou em queda de 0,07%, a US$ 1977,20 por onça-troy. Na semana, entretanto, o ouro avançou 0,39%.
Na visão de Craig Erlam, da Oanda, o ouro vem apresentando instabilidade nos últimos dias, com investidores no aguardo da próxima decisão monetária do Fed, que deverá ser direcionada pelos números do índice de preços ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) dos Estados Unidos na terça-feira. “Uma pausa provavelmente faz mais sentido neste momento, mas depois de ser muito lento para começar a apertar no início do ciclo, o Fed pode estar mais inclinado a fazer mais do que o necessário do que arriscar uma reação insuficiente mais uma vez”.
Ainda, o analista destaca que a pausa, caso em um direcionamento mais “dovish”, ou seja, seguindo para a redução da taxa de juros para aquecer a economia, poderá ser benéfico para o metal precioso. Já segundo o Commerzbank, se Powell “deixar a porta aberta” para novos aumentos de taxa durante sua fala na conferência de imprensa, o preço do ouro ficaria provavelmente contido. “Dito isso, continuamos confiantes de que as taxas de juros já atingiram o pico e que o mercado corrigirá seu posicionamento excessivamente hawkish (adoção de política com taxas de juros mais altas, menor demanda e inflação mais controlada) no devido tempo. Neste cenário, prevemos preços de ouro mais altos no médio prazo”.