Enquanto os índices de inflação seguem consideravelmente acima das respectivas metas, mais altas nos juros deverão ocorrer nas próximas reuniões, pelo menos até o final de 2023. Nesta manhã, as bolsas na Europa operam sem direção única e com variações modestas, enquanto os índices futuros de Nova York sinalizam abertura em queda. Por lá, os investidores avaliarão os números do varejo e da indústria norte-americana, que podem ajudar a balizar as expectativas para os juros.
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única, depois da divulgação de dados da atividade da China novamente sinalizando fraqueza econômica e sugerindo novas medidas de estímulos pela frente. Entre as commodities, os contratos futuros do petróleo ensaiam recuperação após recuo de mais de 1% na sessão anterior. Já o minério de ferro, negociado na bolsa de Dalian, fechou em alta de 1,43%, a US$ 113,95 a tonelada.
A queda na maioria dos índices internacionais pode promover ajustes nos ativos domésticos, embora as expectativas de que a China continuará adotando medidas para estimular a economia atenuem esse movimento. Ainda ontem a S&P Global surpreendeu ao revisar de estável para positiva a perspectiva do rating do Brasil, levando à queda do dólar e dos juros futuros, e apoiando a forte alta do índice. O anúncio tende a atrair mais investimentos e sustentar a tendência positiva observada nas últimas semanas.
Agenda econômica
Brasil: será divulgado o volume de serviços em abril, que deve desacelerar. O Tesouro faz leilão de prefixados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz a terceira reunião ministerial do governo.
EUA: Saem os dados de maio para varejo (9h30) e produção industrial.
Europa: O Banco Central Europeu (BCE) divulga sua decisão sobre juros (9h15), seguida de coletiva com a presidente da instituição, Christine Lagarde.