No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos subia a 4,700%, o da T-note de 10 anos caía a 3,800% e o do T-bond de 30 anos recuava a 3,884%.
Todos os rendimentos estavam em queda antes da divulgação da decisão do Fed, que deu alguma força aos retornos. Embora o BC americano tenha pausado o ciclo de aperto monetário neste mês, o documento da decisão revelou que a maioria dos dirigentes espera uma taxa terminal maior que o nível atual para 2023. Isso apoiou uma alta nos rendimentos logo após a publicação, segundo a CBIC. Foi nesse momento em que a T-note de 2 anos inverteu o sinal, chegando a bater máximas intraday.
O discurso de Powell na coletiva de imprensa, no entanto, fez o sentimento do mercado mudar, conforme descreveu a ANZ Research em relatório. O presidente afirmou que os dirigentes ainda não tomaram nenhuma decisão sobre reuniões futuras, e comentou que a inflação moderou desde o ano passado, embora as pressões continuem elevadas.
“A declaração e as projeções do Fed foram muito hawkish, mas Powell estava um pouco otimista em relação ao combate à inflação e não se comprometeu com uma alta de juros em julho”, ponderou o analista da Oanda Edward Moya.
Mais cedo, na madrugada, os juros operavam em baixa, com o mercado já antecipando que o Fed optaria por pausar o ciclo de aperto em junho, mesmo que o retomasse em julho.
Os dados mais recentes da inflação ao produtor dos EUA (PPI, na sigla em inglês), divulgados pela manhã, aprofundaram ainda mais a queda nos retornos. O indicador mostrou desaceleração no nível de preços, alimentando a expectativa de que o banco central americano adotasse um viés mais dovish. Sob essa perspectiva, os juros foram caindo ainda mais no início da tarde, acompanhando a deterioração do dólar.