“Não vamos deixar ninguém sem dividendos, desassistido. Mas há uma diferença enorme entre o exigido por lei e o modelo atual, um ponto aí no meio que dá para deixar todo mundo confortável”, afirmou Prates, para quem é necessário que a Petrobras tenha “alguma flexibilidade” no pagamento de dividendos.
Ele garantiu que a mudança na política será “parcimoniosa”, de maneira a não gerar traumas. O presidente da Petrobras afirmou ainda que a empresa discute um programa de recompra de ações nesse âmbito. “Não estou confirmando que vai acontecer logo, mas a gente tem essa intenção”, disse o ex-senador.
Na entrevista, Prates ainda defendeu que a mudança da política de preços da Petrobras foi positiva e que a sua gestão tem conseguido encaminhar a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem gerar traumas. Ele defendeu ainda que a empresa tenha chance de testar a existência de petróleo na bacia da foz do Amazonas, após negativa de licença pelo Ibama.