Aqui, os investidores digerem também os dados de vendas no varejo em maio, que caíram mais que o esperado pelos economistas do mercado, reforçando expectativas de início de corte da taxa Selic em agosto.
As vendas do comércio varejista caíram 1,00% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi mais negativo do que a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que apontava recuo de 0,2%. O intervalo de previsões ia de queda de 0,8% a alta de 0,7%. Na comparação com maio de 2022, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram baixa de 1,00% em maio. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 0,8% a avanço de 4,1%, com mediana positiva de 1,6%. Houve ainda crescimento de 1,30% no ano e alta de 0,80% em 12 meses.
O dólar passou a cair no mercado local com possível ingresso de fluxo comercial. Lá fora, o índice DXY segue em alta, mas o dólar desacelerou ganhos intradia frente a moedas emergentes e passou a cair ante peso chileno.
No radar dos investidores estão ainda possíveis novos estímulos do governo da China à economia local e dados do sentimento do consumidor e expectativas de inflação da Universidade de Michigan (11h).
Os índices futuros ds bolsas americanas passaram a subir em bloco, após os resultados melhores que o esperado no segundo trimestre divulgados mais cedo por JPMorgan, Citi, Wells Fargo, BlackRock, além da empresa do setor de saúde UnitedHealth, controladora da Amil
Os agentes de câmbio observam também uma melhora no cenário local para captações externas, como da Azul de US$ 800 milhões, e ofertas de ações na Bolsa, como de MRV e BRF, que costumam atrair demanda de investidores estrangeiros.
Às 10h01, o dólar à vista tinha queda de 0,22%, aos R$ 4,780. O dólar para agosto perdia 0,20%, aos R$ 4,8015.