A surpresa com a confiança do consumidor nos EUA, medida pelo Conference Board, serviu de pano de fundo para o movimento nos mercados hoje, mas foi insuficiente para alterar as expectativas para o Fed.
“Em muitos aspectos, a sessão de terça-feira foi uma reprise de segunda-feira, à medida que dados mais fortes ofereceram o impulso inicial de venda que foi exagerado pela oferta”, ressalta o BMO Capital Markets, em referência ao leilão de T-notes de 5 anos que teve demanda acima da média.
O Fed se reúne hoje e amanhã diante de um cenário de incertezas: ao mesmo tempo em que a inflação dá sinais inequívocos de arrefecimento, o mercado de trabalho americano segue historicamente forte e apoia o consumo. Conforme mostra reportagem da jornalista Aline Bronzati, correspondente do Broadcast em Nova York, o banco central dos EUA busca evitar declarar vitória prematura na batalha pela estabilidade de preços. Nesse contexto, o mercado precifica de maneira virtualmente universal uma elevação de 0,25 ponto porcentual na decisão de amanhã.
O foco, então, se voltará para as sinalizações da autoridade monetária quanto aos passos seguintes. “Dada a firmeza do mercado de trabalho, acreditamos que a coisa certa a fazer pelo Fed é enfatizar uma abordagem mais dependente de dados e enfatizar que uma pausa no aperto em setembro não deve ser presumida”, avalia o BBH.