Por volta das 17h (de Brasília), o dólar avançava a 142,46 ienes e o euro operava estável a US$ 1,1008. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, tinha alta de 0,03%, a 102,047 pontos.
Analistas do Rabobank avaliam que os dados do CPI dos EUA serão o ponto de “maior foco” para o dólar e a ponta curta dos Treasuries nesta semana, à medida que o mercado calibra expectativas para o aperto monetário do Federal Reserve (Fed). Segundo o banco, comentários da diretora do BC americano, Michelle Bowman, lembraram dos riscos inflacionários contidos na leitura mista do relatório de empregos (payroll) e que novas altas de juros podem ser necessárias para controlar os preços no país.
Hoje, Bowman voltou a afirmar que mais altas de juros serão necessárias para reduzir a inflação à meta de 2%, defendendo que a duração do nível restritivo será dependente de dados sinalizando uma redução consistente nos preços. Na contramão, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, comentou esperar que o aperto monetário esteja perto do pico e que as taxas de juros possam começar a cair no próximo ano, embora ressaltando que permanece dependente de dados para futuras decisões. Ambos os dirigentes tem direito a voto nas reuniões monetárias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).
Em relatório, o Mizuho Bank avalia que o dólar já atingiu seu ponto mais baixo e agora deve se manter apoiado pelo atual estágio de evolução do ambiente macroeconômico global. “Mesmo que o Fed tivesse atingido o pico dos juros, o que não parece verdade, o possível pivô da política monetária já descontado no mercado de câmbio”, aponta o banco, projetando que o DXY deve se manter na faixa de 102 a 104 pontos.
Contudo, o dólar não conseguiu avançar contra a libra neste pregão. A moeda britânica passou boa parte do pregão operando próxima a estabilidade, mas ganhou força seguindo comentários de Pill sobre como o aperto monetário do BoE ainda está começando a fazer efeito na inflação e os riscos de que a instituição não tenha “elevado as taxas o suficiente”. No horário citado, a libra subia a US$ 1,2786.