Os investidores locais reduzem posições defensivas em meio ainda à sinalização dada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para a votação final do arcabouço fiscal e da desoneração da folha de pagamentos na semana que vem.
Lira afirmou ontem que o arcabouço fiscal pode ser votado no plenário da Casa na próxima terça-feira, 22, se houver consenso sobre a emenda do Senado que autoriza a previsão de despesas condicionadas no Orçamento de 2024.
Mas os ajustes dos ativos financeiros são relativamente contidos diante do compasso de espera pela produção industrial nos EUA em julho (10h15) e a ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) (15h), que elevou em 25 pontos-base as taxas dos Fed Funds (equivalente à Selic dos EUA), à faixa de 5,25% a 5,75% ao ano, após uma pausa em junho.
No mercado local, os investidores focam no presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em palestra nesta manhã. Campos Neto foi voto determinante para o corte de 0,50 pp da Selic, a 13,25% ao ano, no dia 2 de agosto. Ontem, a diretora de Assuntos Internacionais do Banco Central, Fernanda Guardado, descartou a possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) acelerar o ritmo de corte da Selic, processo iniciado neste mês com uma redução de 50 pontos-base, para 13,25% ao ano.
Segundo ela, o comitê está bastante comprometido com o ritmo de queda. “Acho que talvez não seja boa prática se comprometer de forma inexorável, pois a gente não sabe o tipo de choque que pode acontecer na economia”, ponderou. “Uma aceleração (dos cortes) no meio do ciclo geralmente significa um novo pace (ritmo) e a gente não antevê condições para esse novo pace”, adiantou, durante o evento “Sob o Olhar Delas”, organizado pela XP Inc., em Brasília.
Às 9h31, o dólar à vista caía 0,18%, a R$ 4,9780. O dólar para setembro cedia 0,19%, a R$ 4,9905.