Em relatório, os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte afirmam que tinham subestimado os mecanismos de defesa oferecidos pelos estatutos aprimorados da Petrobras, bem como a proteção da lei das empresas estatais. “Nós agora acreditamos (e esperamos) que a alocação de capital da Petrobras não pode ser tão facilmente gerenciada, protegendo resultados, preservando seu balanço enxuto e melhorando a visibilidade que os dividendos permanecerão mais fortes por mais tempo”, afirmam.
Para os profissionais, investir em Petrobras envolve compreender os riscos associados com a forma como o dinheiro que a empresa gera será usado. Eles avaliam que o histórico de devoluções da estatal no passado e os ciclos de capex não são bons. “Assim, coisas como subsídios aos preços dos combustíveis e investimentos em projetos além do pré-sal estavam entre os temas que os investidores (e nós) temíamos dados os riscos de que possam comprometer os dividendos de curto prazo, seguidos por menor geração de caixa geração e ROIC no médio/longo prazo”, explicam.
Os analistas afirmam que a compra de qualquer ação deve ser baseada em pelo menos uma destas três coisas: ganhos expectativa de crescimento, capacidade de desalavancagem que transfere valor de dívida para patrimônio e uma redução na percepção de risco que leva a múltiplos maiores. “A nosso ver, a Petrobras agora oferece pelo menos dois deles. Acreditamos que a percepção de risco cairá ainda mais no próximos meses, quando a estatal apresentar um plano de negócios sem surpresas e os investidores ganhar confiança de que a alocação de capital não mudará muito”, afirmam.
Para os profissionais, isso pode conduzir um menor disparidade de valuation em relação aos pares dos EUA e Europa. “E mesmo que a política de preços dos combustíveis não maximize os lucros do refino, os recentes aumentos de preços abrirão caminho para melhorias nos lucros. Acreditamos que o balanço patrimonial da PBR permanecerá praticamente preservado”, afirmam.