Na contramão do real, as principais divisas no exterior perdem tração ante a moeda norte-americana. O índice DXY, que mede o poder do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, opera em leve alta de 0,01%, a 105,34 pontos.
O Boletim Focus desta segunda-feira mostrou que as expectativas inflacionárias retomaram a trajetória de baixa. A projeção para a inflação oficial em 2023 cedeu de 4,93% para 4,86%. Um mês antes, a mediana era de 4,90%. Para 2024, foco da política monetária, a projeção baixou de 3,89% para 3,86%, mesma mediana de um mês atrás.
O relatório desta semana também atualizou a expectativa para a inflação suavizada para os próximos 12 meses. De 4,12% para 4,09%. Há um mês, a projeção era de 4,17%.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 0,18% em setembro, após a queda de 0,13% em agosto, abaixo da mediana das estimativas, calculada em 0,28%, e dentro do intervalo de
previsões dos analistas do mercado financeiro.
O IGP-10 acumula recuo de 5,15% no ano. Já a taxa acumulada em 12 meses ficou negativa em 6,35%. Quanto aos três indicadores que compõem o índice de setembro, os preços no atacado medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo – 10 (IPA-10) tiveram aumento de 0,23% em setembro, ante uma queda de 0,20% em agosto.
Os preços verificados pelo Índice de Preços ao Consumidor – 10 (IPC-10) apresentaram alta de 0,02% em setembro, após o recuo de 0,01% em agosto. Já o Índice Nacional de Custo da Construção – 10 (INCC-10) teve alta de 0,18% em setembro, depois de subir 0,17% em agosto.
Decisões sobre juros no Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, China e Japão concentram as atenções dos investidores no mercado nesta semana.