O contrato do ouro para dezembro fechou em alta marginal de 0,02%, em US$ 1.953,70 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
O ouro conseguiu manter nível de US$ 1.950 a onça-troy neste pregão, equilibrando o impulso do dólar relativamente fraco no exterior e pressão de nova escalada nos juros dos Treasuries na véspera de decisão do Fed. Analistas consultados pelo Broadcast esperam, em consenso, que o BC americano mantenha os juros no nível atual, de 5,25% a 5,50%. Porém, os especialistas divergem sobre qual será o pico das taxas, aguardando pistas sobre os próximos passos do Fed no comunicado e na coletiva de imprensa do presidente da instituição, Jerome Powell, amanhã.
Analista da Oanda, Edward Moya avalia que o foco dos investidores de ouro deve começar com a decisão do Fed, mas rapidamente será redirecionado para as decisões monetárias do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). “Se crescer o otimismo de que a maior parte do mundo avançado já parou de aumentar as taxas, isso seria uma boa notícia para o ouro”, observou ele. Outro catalisador para o metal precioso podem ser preocupações sobre “pouso forçado” das economias, mesmo que o dólar mantenha sua força, acrescenta Moya.
Para o TD Securities, os movimentos nos mercados já demonstram negociações focadas no risco de recessão. O banco de investimentos nota que “a escalada nas curvas de juros de títulos soberanos, aceleração nos preços do petróleo e persistência da inflação estão aumentando o risco de um pouso forçado”. Além disso, o TD aponta que este cenário permite uma estabilização nos preços do ouro acima do esperado, o que “oferece algum apoio para o complexo de metais preciosos”.
Em relatório, a Oxford Economics projeta que uma rápida desaceleração da economia global provavelmente disparará uma aversão ao risco nos mercado, impulsionando a demanda por ouro e outros ativos seguros, como o franco suíço.