A inflação anual ao consumidor (CPI) britânico desacelerou para 6,7% em agosto, surpreendendo analistas que previam estabilidade da taxa nos 6,8% de julho. Para a Capital Economics, o dado não é suficiente para impedir que o Banco da Inglaterra (BoE) eleve seu juro em 25 pontos-base amanhã (21), a 5,5%, mas o aumento poderá ser o último do atual ciclo de aperto monetário.
Em reação ao CPI britânico, a libra atingiu mínimas em quase quatro meses em relação ao dólar, enquanto os rendimentos dos Gilts (títulos do governo do Reino Unido) caíram. Antes do BoE, as atenções vão se voltar para a decisão do Fed, na tarde de hoje. É amplamente esperado que o BC americano mantenha seu juro básico no atual intervalo de 5,25% a 5,5%, mas investidores ficarão atentos a sinais de possíveis elevações mais adiante, visto que a inflação nos EUA segue bem acima da meta oficial de 2%.
Na China, o banco central local (PBoC) deixou seus principais juros inalterados no fim da noite de ontem. Na visão do ING, o PBoC está dividido entre “salvar a economia e salvar o yuan”. Ainda nesta semana, estão previstos anúncios de juros na Suíça e na Noruega, nesta quinta-feira (21), e no Japão, na sexta (22).
Na Alemanha, uma curiosidade: seu índice de preços ao produtor (PPI) teve queda anual de 12,6 em agosto, a maior na série histórica iniciada em 1949 pela Destatis, como é conhecida a agência de estatísticas do país. Às 6h44 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,69%, a de Paris avançava 0,35% e a de Frankfurt se valorizava 0,64%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham ganhos de 1%, 1,02% e 0,23%, respectivamente.