No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos avançava a 5,140%, o da T-note de 10 anos subia a 4,550% e o da T-bond de 30 anos se elevava a 4,688%. Este último, na máxima intraday, atingiu 4,701% – acima de 4,7% pela primeira vez em 12 anos.
Os juros seguem operando em níveis próximos de máximas plurianuais e em tom de estabilidade, diz o BMO em comentário. Enquanto isso, os rendimentos do Tesouro de 20 anos atingiram o nível de fechamento mais alto desde que foi reintroduzido pelo Departamento do Tesouro dos EUA, em maio de 2020, e fechou a 4,871%.
Hoje pela manhã, Neel Kashkari, do Fed, pontuou em artigo publicado no site do Fed de Minneapolis que a autoridade vem fazendo “progresso substancial na redução da inflação enquanto se manteve um mercado de trabalho saudável”, e por isso calcula 60% de probabilidade dos EUA atingirem um pouso suave na economia, reduzindo a inflação à meta de 2% sem grande desaceleração econômica.
Agora o mercado acompanha de perto os desdobramentos dos impasses orçamentários no Congresso americano. Segundo o Julius Baer, “no médio prazo, os rendimentos têm espaço para ficarem mais baixos”, influenciados por um padrão histórico de queda nos juros dos títulos em cenários de incerteza sobre o orçamento do governo dos EUA.
Hoje, o Departamento do Tesouro dos EUA leiloou US$ 48 bilhões em T-notes de 2 anos, que tiveram demanda abaixo da média e auxiliou o rendimento do título a subir.