Para evitar a falência, a SAS concordou com um plano de investimentos com um consórcio formado pela Air France-KLM, o Estado dinamarquês e os grupos de investimentos Castlelake e Lind Invest, que prevê um socorro total de US$ 1,18 bilhão em troca de uma fatia de 86% na companhia. A participação remanescente será, provavelmente, distribuída entre os credores. Diante do desfecho, ocorrerá o fim da listagem das ações da empresa da bolsa.
“Consequentemente, não se espera qualquer valor para os atuais acionistas da SAS”, afirmou a empresa num comunicado.
As ações da empresa fecharam em queda de 82,2% na Bolsa Nasdaq Estocolmo, após caírem até 96% no início da sessão.
Depois de enfrentar dificuldades com aumento do endividamento, custos elevados e uma concorrência acirrada agravada por operadoras de baixo custo, a SAS lançou um plano de reorganização no início do ano passado, recorrendo ao capítulo 11 da lei de falências americana.
A companhia aérea tinha deixado claro que os acionistas poderiam ser afetados se não conseguisse fechar um acordo. Os investidores permaneceram otimistas, prevendo que o pior cenário poderia ser evitado.
“Os gestores vinham sendo claros sobre este risco há muitos trimestres, mas até ao final o preço das ações do SAS desafiou toda a lógica e razão”, disse Jacob Pedersen, analista-chefe do Sydbank, em nota.
Fonte: Dow Jones Newswires.