O analista Eduardo Rosman afirma, em relatório enviado a clientes, que no início do ano, o múltiplo entre preço e lucro dos papéis do Santander era 25% mais alto que o do Itaú, que vive um ciclo favorável no crédito. Nos últimos meses, afirma, essa diferença caiu, o que abre espaço para um melhor desempenho das ações da operação brasileira do banco.
“Além disso, acreditamos que há chances mais altas de uma recuperação um pouco mais rápida (o que ainda não vemos no Bradesco, por exemplo)”, afirma o BTG. Na visão da casa, os dados mais recentes do Banco Central apontam para um terceiro trimestre positivo para o Santander, e a aceleração do banco em linhas como o cartão de crédito mostra uma retomada do apetite de risco que, em resultados, deve se traduzir em margens mais altas.
Rosman afirma que as preferências no setor seguem em Banco do Brasil e Itaú. Diz ainda que os papéis do Bradesco já precificam uma perspectiva de recuperação mais gradual dos lucros, e que os do Santander estão mais caros, se considerado o valor patrimonial por ação, o que justifica a recomendação neutra.
O relatório do BTG vem após uma conferência realizada pela casa em Nova York, e da qual o presidente do Santander, Mario Leão, participou. “Nesta reunião, saímos com uma impressão muito boa do CEO. Ele demonstrou estar muito a par de tudo, com um profundo conhecimento sobre as várias áreas do banco, seu posicionamento estratégico e as visões para o crescimento futuro.”