O projeto da Hashdex é adaptar seu fundo, já negociado nos EUA, para que ele seja um misto de contratos futuros e do ativo à vista. O diferencial do fundo é que a compra do bitcoin será via mercado regulado, na bolsa CME de Chicago. O formato mitiga o risco de manipulação de preços, maior preocupação que a SEC manifesta quando o assunto é o bitcoin. Se aprovado, o fundo passará a se chamar Hashdex Bitcoin ETF. O próximo prazo para o regulador americano aceitar, rejeitar ou postergar o pedido é 17 de novembro. A
decisão pode ser postergada até maio do ano que vem. A estratégia se difere de outros que tentam se listar nos EUA e se limitam ao mercado spot da criptomoeda.
Para desenvolver o seu fundo ‘misto’, a Hashdex adotará um cálculo do valor à vista do bitcoin baseado nos preços futuros da CME. Na metodologia apresentada à SEC, a gestora aponta que há correlação entre o preço projetado e o valor à vista é de 99,99%.
A reunião com a SEC foi no dia 13 de outubro. Representando a gestora, estiveram Samir Kerbage, líder da área de investimentos, Bruno Caratori, líder de operações, e Julia Castelo Branco, diretora jurídica.