Já na Europa, o BCE optou por interromper o longo e sequencial movimento de elevação dos juros e manteve as taxas inalteradas nesta manhã – segundo a presidente, Christine Lagarde, as taxas de juros da zona do euro estão em níveis que, se mantidos pelo tempo necessário, vão colaborar para levar a inflação à meta em tempo hábil. Neste ambiente, as bolsas da Europa encerraram o dia apresentando sinais mistos, enquanto os índice de Nova York iniciam a tarde em queda, apesar do movimento de descompressão observado nos Treasuries.
Por aqui, o IPCA-15 de outubro veio em linha com o esperado e parece ser um non event no pregão de hoje. O indicador desacelerou na passagem de setembro para outubro, de 0,35% para 0,21% na variação mensal. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,96% e, em 12 meses, de 5,05%, discretamente acima dos 5% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Com certo alívio dos juros americanos, e apesar da nova queda superior a 1% do petróleo Brent, às 13h33 o Ibovespa avançava 0,69% aos 113.601 pontos. No câmbio, o dólar operava próximo da estabilidade, cotado a R$ 5,00, enquanto nos juros o movimento era de queda, em linha com o observado nas curvas norte americanas e chancelado pela trajetória baixista da inflação doméstica.
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