“A palavra mais usada nas teleconferências de resultados é ‘crescimento'”, escreveu o banco, em relatório. “O motivo diz respeito à preocupação dos investidores sobre quando essa retomada voltará a acontecer.” Essa sensação também foi reforçada, diz o Santander, pela perspectiva de queda no crescimento econômico brasileiro, durante o terceiro trimestre. A expectativa do banco é que o Produto Interno Bruto (PIB) caia 0,3% no período.
A percepção foi ainda sinalizada pelo maior uso, nas teles, de palavras como “desaceleração, incerteza e desafios”, em relação a trimestres anteriores. “Nesse sentido, a frequência de palavras como ‘inovação e digital’ permaneceram nos mesmos patamares, em linha com o objetivo das empresas de preservar caixa e margens”, escrevem. A palavra “inflação“, porém, caiu em desuso, conforme a alta de preços passou a ser mais bem controlada.
Os destaques de baixa nos balanços trimestrais foram os setores de papel e celulose, óleo, gás e petroquímicos, cujas empresas foram afetadas pelas condições de crédito. Já as áreas de transporte, instituições financeiras, educação e construção civil reportaram os maiores crescimentos em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Em termos de empresas, os destaques positivos foram Hapvida (HAPV3), Rumo (RAIL3), Banco Inter (INBR32), e Ultrapar (UGPA3), enquanto os negativos foram Bradesco (BBDC4), Usiminas (USIM5), Eztec (EZTC3) e Lojas Renner (LREN3)”, disseram.