Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para fevereiro fechou em alta de 1,57%, a US$ 2.089,70 por onça-troy. Na semana, o metal acumulou ganho de 4,32%.
Segundo o analista da Oanda Craig Erlam, o metal amarelo vem sendo impulsionado por um Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) menos agressivo, e por dados mais fracos do mercado de trabalho e da inflação americana. Desde que rompeu a barreira psicológica dos US$ 2.000 por onça-troy, o ouro tem conseguido acumular pequenos ganhos diários, e Erlam vê campo para que o ativo de segurança tenha um “final de ano brilhante”, a depender de dados futuros dos EUA, que parecem caminhar para favorecer o metal.
O analista do Commerzbank Carsten Fritsch, porém, discorda de Erlam, e vê cenário para uma possível correção dos preços do ativo na semana que vem, sobretudo após dados do payroll, que deve realinhar as expectativas dos investidores sobre cortes dos juros pelo Fed. Fritsch afirma que é pouco provável que o Fed corte os juros em 50 pontos-base no primeiro semestre de 2024, como investidores esperam, porém, afirma que os cortes virão mais intensos na metade final do ano que vem, o que deve fazer o metal terminar 2024 acima dos US$ 2.100.