Os juros futuros também operam em alta. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre veio melhor que o esperado na margem e comparação anual. O recuo dos rendimentos dos Treasuries é contraponto, amenizando a correção das taxas futuras e da moeda americana.
O PIB brasileiro registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2023 ante o segundo trimestre de 2023, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio mais forte do que a mediana das previsões de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que apontava queda de 0,2%, com o intervalo das estimativas indo desde uma queda de 0,6% a uma alta de 0,9%.
O resultado contrariou a previsão de contração na margem, o que deve consolidar a percepção de que não há espaço para o Banco Central (BC) acelerar o ritmo de corte da Selic e seguir na toada de 50 pontos-base, pelo menos nas próximas duas reuniões.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2022, o PIB apresentou alta de 2,0% no terceiro trimestre de 2023, também superando a mediana das previsões, de alta de 1,8%, com intervalo de projeções que ia de elevação de 0,8% a 2,8%. Ainda segundo o instituto, o PIB do terceiro trimestre de 2023 totalizou R$ 2,7 trilhões.
Cotação
Na China, apesar do avanço dos PMIs de serviços e composto à zona de expansão, acima da marca de 50, a Moody’s rebaixo a perspectiva do rating do país de estável para negativa, alertando para risco de piora fiscal do governo chinês em meio à necessidade ainda de apoio a governos locais após recorrentes medidas de apoio ao setor imobiliário e consumo ao longo do ano.
Os preços de commodities (produtos básicos globais não industrializados) em baixa ajudam também a apoiar valorização da moeda americana. O minério de ferro caiu 1,31% em Dalian, na China, e o barril de WTI perdia 0,16%, a US$ 72,92, enquanto o do Brent cedia 0,21%, a US$ 7787.
Às 10h30, o dólar à vista subia 0,15%, a R$ 4,9529.