• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Pessimismo e alta nas ações: uma combinação estranha, mas que faz sentido

Novos estudos mostram que a explicação para esse paradoxo pode estar no fluxo de caixa descontado

Por E-Investidor

25/09/2020 | 19:50 Atualização: 25/09/2020 | 19:56

É preciso se equilibrar para não cair (Foto: Evanto Elements)
É preciso se equilibrar para não cair (Foto: Evanto Elements)

(The Economist) – O fim dos anos 1990 costuma ser desprezado como um período meio bobo. Foi uma época em que muita gente abandonou empregos bem-remunerados para participar da “corrida do ouro” no Vale do Silício. Projetos questionáveis receberam vultosas somas de dinheiro. Mas foi um tempo de esperança. Embora aquele papo de “economia da nova era” fosse levemente exagerado, houve de fato um aumento real da produtividade nos Estados Unidos.

Leia mais:
  • Repita comigo: o mercado financeiro não é a economia
  • Estamos vivendo um filme-catástrofe. E o mercado não está percebendo
  • É o fim da economia global como a conhecemos
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Hoje, o cenário é outro. O clima de euforia sumiu, e isso não reflete apenas as incertezas impostas pela pandemia. Raras vezes as taxas de juros reais de longo prazo – que, grosso modo, equivalem à perspectiva de crescimento futuro do PIB – estiveram tão baixas (se é que já estiveram em algum momento). O aumento da produtividade vai mal.

Mesmo assim, existe uma característica comum entre aquele ponto do passado e os dias correntes: a alta no valor das ações. O índice preço/lucro ajustado aos ciclos, compilado por Robert Shiller, da Universidade Yale, está pouco acima de 30. O nível atual é um tanto mais alto do que o registrado logo antes do crash da Bolsa de Nova York, em 1929, e mais baixo do que o pico anotado no ano 2000. Na década de 1990, o otimismo em relação ao crescimento justificava, em parte, o elevado valor dos papéis. Agora, o ambiente é de pessimismo – e os preços seguem elevados. Pode parecer paradoxal, mas a situação presente faz mais sentido.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Um estudo publicado em 2013 por William Bernstein afirma que períodos de mudanças tecnológicas não costumam ser positivos para os acionistas* – haja vista as bolhas das décadas de 1920 e 1990, que acabaram mal. O segundo quarto do século 19 – a era da máquina a vapor, das ferrovias e do telégrafo – também não foi grande coisa.

Os fragmentos de evidências citados por Bernstein sugerem que o retorno oferecido pelas ações estava longe de ser espetacular. Estudiosos da “febre das ferrovias” ocorrida na Grã-Bretanha nos anos 1840 descobriram que os benefícios sociais e econômicos das vias férreas foram imensos, mas os investidores não se saíram tão bem.

O valor de uma ação é estabelecido pelo fluxo de caixa descontado. Considerando o pedaço da equação que se refere ao “fluxo de caixa”, a narrativa sobre os anos 1990 pode até ter lógica: a produtividade aumentou, a economia americana pisou no acelerador – e mais crescimento significa mais lucro. No entanto, Bernstein ressalta que não necessariamente crescimento mais rápido se traduz em mais retorno.

Em períodos de crescimento veloz, as ações são emitidas numa taxa ainda mais vertiginosa do que o aumento nos lucros e dividendos. E a influência de cada ação individual sobre a economia como um todo diminui. Essa diluição pode ser atribuída à obsolescência tecnológica. Quando a economia avança com agilidade, fábricas e locais de produção renovam seus equipamentos e materiais com maior frequência – e os novos ativos são financiados pela emissão de mais capital.

Publicidade

Porém, é preciso considerar também o pedaço “descontado” da equação que avalia o preço dos papéis. Conforme muitos estraga-prazeres perceberam nos anos 1990, um crescimento sólido do PIB costuma trazer a reboque um aumento na taxa real de juros. Houve um momento, inclusive, em que a taxa real de longo prazo nos Estados Unidos chegou a 4% – o que reduziu o valor dos fluxos de caixa futuros.

Pensando numa combinação específica dessas diferentes influências – crescimento do PIB, diluição e taxas de desconto –, os preços que vemos atualmente começam a fazer sentido. O efeito da diluição é praticamente inexistente.

Antes do surto de coronavírus, as empresas americanas estavam recomprando (e não emitindo novas) ações. As taxas de desconto eram baixas, e despencaram ainda mais com a disseminação da doença. As pessoas parecem estar tão preocupadas com o consumo de amanhã quanto estão com o consumo de hoje. Os preços pagos por veículos como ações de empresas de tecnologia, títulos de dívida pública e outros andam elevados, como forma de transpor o poder aquisitivo de agora para o futuro.

Durante boa parte da história, os retornos mostraram tendência de queda à medida que as sociedades enriqueceram. Um estudo divulgado recentemente pelo Banco Central da Inglaterra concluiu que as taxas reais de juros no mundo caíram ao longo dos últimos cinco séculos**.

Publicidade

Já Bernstein explica isso fazendo uma experiência de raciocínio. Nas sociedades de subsistência, é preciso contar com toda a colheita para garantir a sobrevivência. Mesmo que seja desejável guardar algum dinheiro para comprar sementes ou pagar por moradia, sobra pouco – por isso, a recompensa quando se opta por passar sem dinheiro hoje para proteger o amanhã (o que equivale ao custo do capital) é alta.

Quando as economias enriquecem, passam a gerar mais capital excedente. As pessoas ficam mais pacientes. Quem está de barriga cheia pode se dar ao luxo de esperar. Um x-burguer amanhã é praticamente tão bom quanto um x-burguer hoje. A taxa de desconto é mais baixa.

Essas tendências podem ser confusas. Há momentos em que as pessoas se preocupam mais com o x-burguer de hoje (no início de recessões, por exemplo). As taxas pessoais de desconto sobem e os ativos arriscados barateiam – como aconteceu, por um breve período, no começo deste ano. Não resta dúvida de que haverá outras oportunidades de comprar ações por preços mais baixos. No entanto, conforme sugere Bernstein, é provável que esses episódios se tornem mais fugazes do que costumavam ser no passado.

(Tradução: Beatriz Velloso)

Publicidade

* “The Paradox of Wealth” [O paradoxo da riqueza], de William J. Bernstein, Financial Analysts Journal (2013).

** “Eight centuries of global real interest rates, R-G, and the ‘supra-secular’ decline, 1311–2018” [Oito séculos de taxas reais de juros no mundo, R-G, e o declínio ‘supra- secular’, 1311–2018], de Paul Schmelzing, Estudo número 854 (2020) do Banco Central da Inglaterra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
Cotações
28/01/2026 2h58 (delay 15min)
Câmbio
28/01/2026 2h58 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    XP, BTG e Nubank são alvo de ação judicial no caso Master; promotoria vai analisar

  • 2

    Dólar na contramão de ouro, prata e petróleo: o que as cotações indicam ao investidor

  • 3

    Após sequência de recordes, Ibovespa hoje fecha em leve queda à espera do Copom e Fed

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em patamar recorde com IPCA mais fraco e expectativa pelo Copom

  • 5

    Genial corta recomendação para Vale (VALE3) e diz que ação está perto do valor justo; veja motivos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IPTU de Goiânia em 2026: veja onde acessar o boleto
Logo E-Investidor
IPTU de Goiânia em 2026: veja onde acessar o boleto
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (27)?
Imagem principal sobre o Lotofácil: saiba até quantas apostas é possível fazer em um bolão
Logo E-Investidor
Lotofácil: saiba até quantas apostas é possível fazer em um bolão
Imagem principal sobre o Aposentados têm até fevereiro para contestar descontos indevidos em seus benefícios
Logo E-Investidor
Aposentados têm até fevereiro para contestar descontos indevidos em seus benefícios
Imagem principal sobre o Aposentadoria para homens: como ficam as regras dos pontos para receber em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria para homens: como ficam as regras dos pontos para receber em 2026?
Imagem principal sobre o 4 formas de pagar o IPTU de Goiânia em 2026
Logo E-Investidor
4 formas de pagar o IPTU de Goiânia em 2026
Imagem principal sobre o 3 requisitos para receber o Pé-de-Meia Licenciaturas em 2026
Logo E-Investidor
3 requisitos para receber o Pé-de-Meia Licenciaturas em 2026
Imagem principal sobre o Certidão do FGTS: entenda o que é o documento
Logo E-Investidor
Certidão do FGTS: entenda o que é o documento
Últimas:
Resultado da Dia de Sorte 1169: O SORTEIO SAIU; veja os números desta terça (27)
Loterias
Resultado da Dia de Sorte 1169: O SORTEIO SAIU; veja os números desta terça (27)

A Caixa realizou a extração na noite desta terça-feira (27), em São Paulo, e iniciou a apuração dos ganhadores

27/01/2026 | 21h16 | Por Jéssica Anjos
Resultado da Timemania 2348: SAIU! Veja os números sorteados dos R$ 3,8 milhões
Loterias
Resultado da Timemania 2348: SAIU! Veja os números sorteados dos R$ 3,8 milhões

A modalidade foi sorteada nesta terça-feira (27), com transmissão ao vivo pela Caixa Econômica Federal

27/01/2026 | 21h14 | Por Jéssica Anjos
Vale (VALE3) tem produção de minério acima da esperada no 4T25; veja expectativas de dividendos
Mercado
Vale (VALE3) tem produção de minério acima da esperada no 4T25; veja expectativas de dividendos

Após alta de 76% em doze meses, mercado avalia prévia operacional da Vale com foco em dividendos para 2026

27/01/2026 | 21h13 | Por Isabela Ortiz e Beatriz Rocha
Resultado da Quina 6938: OS NÚMEROS SAÍRAM; veja se você acertou as dezenas dos R$ 11,2 milhões
Loterias
Resultado da Quina 6938: OS NÚMEROS SAÍRAM; veja se você acertou as dezenas dos R$ 11,2 milhões

Além da faixa do valor principal, a modalidade possui outras linhas com premiações menores

27/01/2026 | 21h09 | Por Jéssica Anjos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador