Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro de 2024 fechou com queda de 1,20% (US$ 0,87), a US$ 71,37 o barril; enquanto o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 1,01% (US$ 0,79), a US$ 76,80 o barril.
Os preços começaram a perder força à tarde, depois que os Estados Unidos divulgaram que seus estoques de petróleo tiveram alta de 1,338 milhão de barris na semana, quando era esperado um recuo de 600 mil.
Antes disso, o óleo subia na esteira do novo ataque dos Houthis a navios no Mar Vermelho – o maior com drones e mísseis até agora. A questão representa riscos à oferta da commodity, já que embute perturbações no fluxo de comércio global e possibilidade de escalada da guerra no Oriente Médio, inclusive com o envolvimento de grandes players do mercado.
“A importância estratégica do Mar Vermelho e do Canal de Suez não pode ser exagerada. Estas rotas não só ligam a Europa aos principais fornecedores da Ásia, mas também facilitam uma parte substancial do transporte mundial de petróleo bruto e produtos petrolíferos”, descreveu Frank Holmes, CEO da gestora U.S. Global Investors, em relatório.
Apesar das movimentações recentes, o analista Craig Erlam, da Oanda, pondera que os preços do petróleo estão quase no mesmo patamar em que terminaram 2023. “Permanecem muitas incógnitas no mercado petrolífero, desde a união da OPEP+ até potenciais perturbações no Mar Vermelho e as perspectivas de crescimento para a economia global. Por enquanto, o petróleo continua a ser negociado não muito longe das mínimas que vimos em dezembro”, escreveu.
No noticiário, o setor energético acompanhou o anúncio de descoberta “significativa” pela Galp Energia de petróleo na costa da Namíbia – o que tem potencial de elevar a oferta.