“2022 e 2023 foram uma espécie de ‘era de ouro’ nesse mercado. Assistimos ao regresso a um crescimento saudável dos lucros e à disciplina nos balanços das empresas norte-americanas. Em meio ao choque provocado pelas taxas de juro mais elevadas e pela turbulência no setor bancário, houve alívio com os fundamentos das empresas não financeiras, que eram bastante fortes e permaneciam saudáveis”, descreveu Daniel Sorid, chefe da estratégia de crédito com grau de investimento nos Estados Unidos do Citi, durante painel da conferência anual Year Ahead 2024, na tarde desta quarta-feira (10).
No entanto, agora, Sorid afirma ver uma diminuição do apetite por risco de crédito, o que deve reduzir a demanda pela emissão desses papéis. A expectativa é por uma abertura dos spreads de crédito high grade, chegando a 130 pontos-base ao longo do ano.
Uma possível recessão nos Estados Unidos pode penalizar as companhias emissoras e downgrades (rebaixamentos) são esperados. Outro fator de influência pode vir dos investidores japoneses: o mercado de crédito americano costuma ser uma oportunidade com ativos de longa duração e liquidez, mas decisões de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) podem ser um vento contrário neste ano, diz o estrategista do Citi.