Com isso, o indicador VSO (vendas sobre oferta) ficou a 6,9%, o que representa baixa de 2,8 pontos porcentuais na comparação anual. “Ainda vemos um cenário desafiador para o crescimento dos lançamentos da Eztec, o que pode continuar afetando o desempenho das vendas no curto prazo. Assim, mantemos nossa recomendação neutra para a ação com um preço alvo de R$ 22,00″, afirmam os analistas Ygor Altero e Ruan Argenton.
O preço-alvo representa um potencial de valorização de 34,6% sobre o fechamento da última quarta-feira (17). Os lançamentos %Co até aumentaram no trimestre, atingindo R$ 300 milhões (+2,2% na base anual e +252,9% na base trimestral), mas seguem em níveis modestos, avalia a XP.
O volume foi composto pelo projeto Segunda Torre do Lindenberg Ibirapuera, que foi lançado sem abertura de vendas (esperada para começar no primeiro semestre de 2024). Além disso, os lançamentos nos 12 meses (%Co) diminuíram acentuadamente em 2023, atingindo R$ 987 milhões (-45% ano a ano), ficando em linha com as estimativas da XP e reforçando a estratégia da Eztec de diminuir o volume de lançamentos para focar na redução de estoques.
Do lado positivo, Altero e Argenton ponderam que as entregas atingiram R$ 1,29 bilhão no quarto trimestre de 2023 (76% vendido), totalizando R$ 1,83 bilhão (+138%) em 2023, o que poderia respaldar um ambiente sólido para a geração de caixa nos próximos trimestres, à medida que os repasses de clientes forem concluídos.