No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 147,44 ienes, o euro recuava a US$ 1,0834 e a libra subia a US$ 1,2711. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou alta de 0,17%, a 103,609 pontos.
O Brown Brother Harriman (BBH) avaliava que o dólar devia manter suporte nesta semana, com potenciais ajustes na comunicação do Fed e os números do payroll. O banco de investimentos considera que o crescimento nos EUA deve manter força no trimestre atual, e avalia os mercados como um pouco cautelosos, no início desta semana.
O Lombard Odier, por sua vez, considera, em seu relatório mensal sobre o câmbio, que mesmo um relaxamento mais cedo pelo Fed seria incapaz de reverter o quadro de fôlego para o dólar. O banco suíço diz que um corte de juros já em março pelo BC americano seria um risco para o dólar, mas acrescenta que ainda assim a moeda dos EUA seguiria apoiada. Ele comenta que os padrões históricos visto desde 1998
mostram fraqueza limitada para o dólar, após o primeiro corte de juros pelo Fed. Além disso, destaca que os ciclos de relaxamento global devem ser coordenados, em contexto de crescimento global fraco, o que deve manter o dólar apoiado. O Lombard Odier ainda vê o franco suíço muito forte e aposta em perda de fôlego para esta moeda nos próximos meses, além de projetar queda do euro frente ao dólar ao longo do primeiro semestre.
Já a Convera, ao avaliar o quadro na zona do euro, diz que os números preliminares do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre da região estarão em foco, nesta terça-feira (30). Investidores avaliam se o bloco entrou em recessão técnica pela primeira vez desde 2020. Além disso, leituras preliminares da inflação ao consumidor para a Alemanha e a zona do euro devem sair na quarta-feira e na quinta-feira, respectivamente, e serão cruciais para avaliar se o BCE subestima as pressões inflacionárias, diz a Convera.
Hoje, o vice do BCE, Luis de Guindos, avaliou que o processo de perda de fôlego da inflação deve continuar na zona do euro, mas também citou o crescimento “praticamente estagnado”, que deve ficar abaixo de 1% neste ano. Entre os dirigentes, François Villeroy de Galhau afirmou que haverá corte de juros em 2024, mas acrescentou que o quadro geopolítico pode influir na data. Peter Kazimir disse que um corte
em junho seria mais provável, mas acrescentou que é cedo para decidir.