A atualização das estimativas levou em conta uma abordagem mais conservadora sobre subvenções fiscais, incluindo as alterações nas regras de juros sobre o capital próprio (JCP) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Também foi levada em conta a dinâmica econômica na Argentina, afirmam os analistas do BBA.
O novo entendimento do JCP deve gerar um impacto negativo de 15% em nossa previsão de lucro por ação em 2024; e as subvenções de ICMS na base tributária devem ter impacto negativo de 7% no lucro por ação, estima o BBA.
Contudo, a Ambev deve se beneficiar de uma tendência de custos benigna, após 14 anos de custos unitários sequencialmente mais altos. A expectativa do BBA é de uma expansão de margem no nível mais forte da recente história da companhia. “Esperamos que a Ambev repasse preços próximos da inflação, buscando capturar o spread da deflação de custos e convertê-lo em lucratividade”, dizem os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto, Daniel Sasson e Larissa Pérez.
Sobre o múltiplo preço sobre lucro (P/L) da Ambev, o relatório aponta queda de 25 vezes para 15 vezes nos últimos três anos. Para 2024 e 2025, a casa enxerga a ação sendo negociada com P/L de 15 e 14 vezes, respectivamente.