Em relatório, o banco argumenta que o Inter mantém o bom impulso operacional, acelerando a carteira de empréstimos e melhorando a rentabilidade (ROE), que deve atingir 13% em 2024, ao mesmo tempo em que as ações se recuperaram da recente fraqueza. Segundo o Citi, a principal questão que permanece é até onde esta melhoria pode ir depois disso.
“Uma nova reclassificação exige melhoria contínua na rentabilidade para 2025, o que, embora vejamos como provável, só deverá ficar mais claro ao longo do ano, justificando a nossa classificação neutra por ora”, escrevem os analistas Rafael Frade, Brian Flores, Jose Luis Cuenca e Gabriel Gusan.
O Citi acredita que a margem financeira líquida, após provisões, será a principal variável a ser monitorada no Inter. Do primeiro ao quarto trimestre do ano passado, esta métrica melhorou 90 pontos-base e pode subir mais 100 pontos em 2024, refletindo a reprecificação, uma taxa Selic mais baixa e uma melhoria na qualidade dos ativos. “Qualquer desvio nessas tendências poderá impactar materialmente o ROE de 2024”, diz o relatório.