As bolsas da região conseguiram resistir ao impacto negativo do índice de preços ao produtos nos Estados Unidos, que foi pior do que o esperado. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,50%, aos 7.711,71 pontos. As vendas no varejo do Reino Unido deram um salto mensal de 3,4% em janeiro, superando de longe a expectativa de analistas e alimentando esperanças de que a economia britânica volte a se recuperar depois de entrar em recessão técnica, no fim do ano passado.
Os papéis do Natwest responderam pela maior alta porcentual do FTSE 100, subindo 7,09%, após o banco anunciar lucro operacional antes de impostos de 1,26 bilhão de libras no quarto trimestre de 2023, menor do que o ganho de 1,43 bilhão de libras apurado em igual período de 2022. O resultado superou as expectativas de analistas consultados pelo próprio banco, que esperavam lucro de 1,02 bilhão de libras. A receita também superou a previsão. “A carteira de empréstimos para indivíduos e empresas teve um bom resultado, sem sinal de estresse”, segundo o chefe para o setor financeiro do CreditSights, Simon Adamson.
Entre as mineradoras e empresas ligadas a commodities, a Antofagasta avançou 5,65%. A Rio Tinto ganhou 3,51% e a Glencore, 2,17%. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,42%, aos 17.117,44 pontos. E o CAC-40, referencial da Bolsa de Paris, ganhou 0,32%, para encerrar aos 7.768,18 pontos. Os dados são preliminares.
Na Bolsa da Suíça, as ações da Temenos caíram 4,34%, prolongando o tombo de 28% da quinta-feira. A empresa suíça de software disse que seu conselho de administração “refutou fundamentalmente” um relatório da Hindenburg Research. O relatório da empresa de pesquisa de investimentos disse que identificou “indícios de lucros manipulados e grandes irregularidades contábeis” na Temenos.
Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,12%, a 31.732,39 pontos; em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,19%, a 6.199,81 pontos; em Madri, o IBEX35 caiu 0,45%, a 9.882,70. Todas as cotações são preliminares.